A vida é loka

  Esses dias tinha um moleque na quebrada com uma arma de quase quatrocentas páginas na mão.
  Umas mina cheirando prosa, uns acendendo poesia.
  Uma cara sem Nike no pé indo pro trampo com o zoio vermelho de tanto ler no ônibus.
  Uns tiozinhos e umas tiazinhas no sarau enchendo a cara de poemas. Depois saíram vomitando versos na calçada.
  O tráfico de informação não para, uns estão saindo algemados aos diplomas depois de experimentarem umas pílulas de sabedoria. As família, coniventes, estão em êxtase.
  Esses vidas mansas estão esvaziando as cadeiras e desempregando os Datenas.
  A vida não é mesmo loka?

Poeta Sérgio Vaz

Última atualização: 15/06/2017 às 19:16
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