informalidades memo

Sangue lírico

nego vai pagar de foda e falar que é moda sim, nois é novim, mas já senti muito o cheiro da pólvora e vi, tiazinha na rua passando mal/ e as bombas que estouravam nao era fogos de natal/

era tiro porrada e bomba o ano inteiro/ bota passou, mão pro alto, aciona os fogueteiros

dinheiro dá carro e moto, zé porva é mato, desejos mútuos, quem sai na foto? nao inverte os fatos que morre ou mata/

os leks mente muito, mina por droga mete, na net paga de lok, ve os home fica em choque/ caranga tudo sem doc mas no pé era nike, enquanto eu tava de bike, sonhando em pegar no mic.

tava lembrando toda essa situação, mas calma que se tua ação não condiz com tua emoção, fica difícil de entender sua intenção, mas ja acordei pronto pra essa missão,

não, não vou moscar, eu já mosquei demais, fazendo aquilo que não satisfaz meu próprio eu/ agora eu to com a alma em paz, e a mente recuperando tudo o que o coração perdeu..

o andrezão me deu um salve e eu já fiz o corre da letra, e por madrugada era um litro de café/ eu já sabia que iria ser mó treta mas eu fui meti as cara só com a coragem e com a  fé.

eu não nasci pra escrever som de motivação. só pra provar que do sucesso o motivo é a ação/ pode me chamar até de louco mas um louco são/ eu nem te chamo porque eu sei que louco todos são.

isso pode até ser loucura minha, talvez seja, eu não quero deter gente mas eu quero que tu veja/ que nem todos a sua volta realmente de tu gosta, mas ficamos bem mais cegos que a faca na suas costas

então não vem de graça/ sai do pé desgraça/ os versos são de graça mas o preço é alto/ então desce do salto que as rimas tão solta, passo a passo nois segue metendo o louco/  nois segue chapando o coco, sufoco mirando o topo.

eu to vivao e vivendo, fazendo os corre, escrevendo, bebendo os porre, os veneno, fujo de mim e vou atrás de mim mesmo, sei que é difícil e tá sendo... e sempre vai ser. mas eu to desenvolvendo porque....

eu sei que custa muito/ então não cuspa truta/ no prato que um dia ce comeu e hoje desfruta do fruto/ e diz: fruto das lutas que tive e tenho e também das disputas do lugar de onde eu venho, e de onde irei

um dia direi, que valeu a pena, que eu to nessa cena, movimento anti-sistema, se tema é problema, dilema nois quebra.. madrugada serena, mais um rap e a quebra celebra.

num país aonde cada um vive por si só, e nessa escala antes de si, dessa vez nao vai ter Dó

cidade cinzenta, onde o amor se ausenta, sobra ódio, morte lenta rapidão aumenta, então não tenta pagar de chefe, não se iluda, não seja fraco como muda, mente fraca é muda, a forte grita e muda, há folhas com escrituras no chao por todo lado mas prego em destaque é o primeiro a ser martelado.

então, calma, parceiro.. a vida te da soco, saca? por mais que ce se destaca, uma pedra dez pega e taca, mas não me deixo levar, a raiva cega. eu não afogo as minha mágoas, mergulho junto com elas.

sequelas da vida, que te intimidam, na volta e na ida, não passam batido, e se a batida é comida mano eu to com fome, tem os que vende e os que consome, não é questão de cor nem de codinome, na rua o que vale é a palavra de homem, e pra ficar pá cê assume ou some

tem os que furta e eu só quero ser forte, mente de maloka querendo os malote, não pago de bruto, só quero o bruto do din que eu busco fazendo meus corre

fugindo do luto mas nunca da luta, tudo dependo de como ce lida, só quero os parça de fé do meu lado, e fechar com a morena mais linda

mesmo que seja só um pressagio, depressa ajo hoje, pq talvez o amanha não haja e ele chega jaja

papo reto é o que eu tenho pra dar, to pouco me fodendo pra dor, muita gente dizendo amar, e não amam nem quem eles chamam de amor

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E nas batalhas diárias em meio ao fogo cruzado eu já nem sei quem tá vencendo/E eu que eu lutava pra não ser nessa porra é exatamente o que vem sendo

não vá se iludir no vacilo de ver a liberdade onde um dia já foi o que aprisiona/ e o pior começa só quando o sol desce, mas não esquece: a solução nem sempre é o que soluciona

tá uma zona, cuidado com o que cê toma, cuidado com quem nois tamo, pra testar sua fé tem tantos/ é em nois mesmo a confiança que nois temos, os do lado são os que mais temo, até porque ninguém é santo tio

população cega, o mundo é cão mas não te guia/ cão que ladra não morde é o que você dizia/ na escuridão até sua sombra distancia/ faz o favor: fica ligado nos conceitos que ce cria

Li que a sorte existe/ só pra quem persiste/ dó de quem pensa no próprio sufoco enquanto assiste/ televisão, focado em telenovela e nem se dá conta que só lá quase não tem final triste/ faz oração ou acende uma vela, que a vida não se resolve igual histórias de Agatha Christie/ e é numa dessa que quem tá sem se rebela, vai lá e fala pros féla que paciência tem limite;;

mas nois não/ sai da frente é pé na porta jão/ eu tô pra provar que nunca sonhei em vão/ na provocação desse mundo louco, qual sua reação/ quando tempo ce suporta são?

enquanto eu canto meus contos no cantos da casa/ sem ter nem 10 conto a brisa embraza/
embarco no barco, nesse mar de ambição/ e a chance que os manos tem é uma em 1 milhão/ presta atenção, não é à prestação a cobrança de quem sempre só foi no embalo/ dos atrasa lado, dos cusão safado/ e pros que abraça idéia: Cascão já deixou bem claro

tim tim pra nois. um brinde por estar vivo, se viver é relativo, isso pra mim já é incentivo

bota fogo na pólvora/ sem se apavorar/ auto acordo pra/  saber bem o que tá fazendo
to tentando me encontrar, não me achar. na verdade nem curto quem se acha demais, por isso ando me perdendo

pouco fodendo pro sistema imunológico/ contra as armadilhas do sistema, tô imune, lógico/ óbito, pra quem não saber se pôr/ no lugar, vida é escola e o tempo é professor/ quantos não ficou nem pra contar história

se pá num é necessário, deixa pros que sempre aponta/ que isso é o que mais tempo durante a trajetória/ e no final das contas se eu tentar contar, vou acabar perdendo as contas

tem quem desconta/ em quem se diz contra, me olho no espelho e foco só no quem me espelha/
sem fogo de palha, burlando os que atrapalha, espero que no fim isso valha, falar o que der na telha/


2

eu vivo no fundo do poço
sou a bomba d'água que jorra
sou a tinta que pinta o quado
um descuido o desenho borra
farra questão de gosto
ferro nunca peguei
fogo eu já brinquei
fui frio aí sim me queimei
hoje eu vivo em chamas
cuidado com quem te chama
com quem te leva pro coma
e com quem te leva pra cama
tem quem vem com cachimbo
também quem vem com a chave
se é dá paz só tu que sabe
na trinca tu tranco ou abre
na chuva esfriou se cobre
la luta errou se cobra
e separa a lata do cobre
que num existe asa em cobra
quebre-se monte-se
mova-se que a vida é cara
então se eu pôr o pé na cova
eu pego a pá de quem cava
corra, cara
viva das suas vontades, não de demanda
a vida é uma avenida e cê escolhe a mão que anda
e tanta coisa acontece
mas não me venha com tese
se na prática é diferente; se um ganha dez perde
despertou ódio, entrou na porta que nem sabe se volta
se não volta os bota te abateu
e no fim cê bateu as bota
tudo por dinheiro e xota
esse papo até tá chato
só que no corre das nota
só ganha malandro nato

Última atualização: 15/06/2017 às 19:16
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